terça-feira, 5 de outubro de 2010

O efeito Silas


Poderia comemorar com euforia a vitória deste último sábado sobre o Vitória da Bahia. Poderia. Ao mesmo tempo em que ela foi empolgante foi triste, pois sei que poderíamos ir mais longe, ainda podemos, mas eu olho pra tabela e vejo um 8° lugar, que hoje em dia não serve pra nada, pois há muito tempo o campeonato não é decidido no velho e bom, mata-mata. Quero crer, mas não consigo enxergar onde o Cruzeiro atual 3° colocado do certame e muito bem armado, com ótimo elenco possa perder nove pontos, diferença entre o azul daqui e o azul de Minas Gerais. Sem contar os que estão logo ali atrás deles, como o co-irmão, Santos, Botafogo e Atlético -PR . Este 8° lugar está muito distante do que torcedores, talvez jogadores e treinador esperassem do Grêmio neste nacional. Pausa. Treinador? Tivemos apenas um neste brasileiro e o nome dele é Renato Gaúcho. Novamente Gaúcho, de sangue azul nas veias, de Bento Gonçalves, de Montevidéu e de Tóquio. Da Azenha à Tóquio. Antes dele não me lembro de um treinador, tenho vaga lembrança de um postulante ao posto, se não me engano atendia pelo nome de Silas, um pseudo-treinador, agora com sua ineficácia escancarada no centro do país “treinando” o atual campeão brasileiro. É de uma notoriedade imensa o despreparo deste cidadão como comandante de vestiário. Dias atrás falou mal de seu próprio zagueiro e depois disse que não, enquanto tudo estava gravado, crucificou-o à imprensa pelo mesmo ter marcado um gol contra, sendo que ele, Silas, escalou o mesmo improvisado. Portanto onde estava o erro? No zagueiro Jean que tentou cortar um cruzamento no intuito de afastar a bola de sua área, ou na escalação errada? Ora, se treinador ganha jogo quando coloca o seu talismã e ele faz o gol da vitória, treinador perde jogo se escala mal. E esse é o fato.

E o outro fato é que o tempo que Silas passou por aqui é o tempo que o Grêmio mais perdeu de 2006 para cá.

Com a exceção do título Gaúcho que, diga-se de passagem, alternou momentos brilhantes como o GREnal da beira lago e outros horríveis como a derrota para o Pelotas no Monumental, Silas errou tudo, foi péssimo, deixou tudo aos cacos quando foi embora. Renato quando adentrou à sua velha casa disse em alto e bom som em entrevista coletiva: “A COISA ESTAVA MUITO FEIA AQUI”.
Silas deixou escapar o lugar que agora me parece certo que estaríamos se Renato tivesse chegado antes: A briga pelo título. Vou refrescar a memória dos meus primeiros leitores.

O Grêmio de Silas em casa perdeu para Fluminense e Corinthians, empatou com Vasco e Vitória. E fora de casa citarei dois jogos, derrota para o glorioso Prudente e empate com o Atlético Goianiense. Silas somou pelo Grêmio, doze pontos em treze rodadas, absurdamente fraco. Não vou discutir as derrotas para os dois primeiros citados, ambos estão voando e Silas nunca será mais treinador que Mano Menezes, à época ainda no Parque São Jorge, e Muricy Ramalho. Mas prestem atenção nos pontos perdidos nos outros jogos, eles somam nove. Dois que ficaram em Goiânia, três em Presidente Prudente, e mais quatro em Porto Alegre. Nove é a diferença de hoje para o Cruzeiro. E cá entre nós, não ganhar do Vasco e do Vitória em casa, nunca passou pela cabeça de ninguém e eu também nunca imaginei meu time perdendo para Prudente e sem forças para derrotar outro quase rebaixado como o Atlético – GO.

Não duvido da nossa chegada ao G3, mas sabemos que é complicada e que o tempo que passou e foi perdido talvez seja o que ainda nos deixará pelo caminho neste campeonato, a direção mais uma vez acordou tarde, mas dessa vez acordou. Ao menos isso. Mas o tempo perdido não volta mais e nem nos colocará aonde deveríamos e poderíamos estar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário