terça-feira, 25 de janeiro de 2011

2011

Desde o começo deste ano o Grêmio está nas manchetes nacionais por conta das suas negociações com jogadores. Entenda elas:

O caso Ronaldinho

Depois de muita negociação, o próprio jogador afirmou em seu site oficial que por ele jogava no Grêmio “até ganhando menos”. Depois, na maior cara de pau, amparado pelo seu babá e irmão A$$i$, foi jogar no Flamengo, cheio de declarações de amor e sendo apresentado num terreno qualquer e usando as palavras: “agora eu sou mengão”. O Grêmio deu por certa a contratação deste jogador após uma reunião na casa do seu vice-presidente, Ricardo Vontobel, juntamente com Paulo Odone e A$$i$. Na ocasião, os três chegaram a brindar a contratação. Convenhamos: O Grêmio não conhecia Assis? O Grêmio não conhecia Ronaldinho? Era de conhecimento de nossos atuais dirigentes a forma como Ronaldinho saiu do Grêmio em 2001? Óbvio que sim! E por este motivo eu não posso crer até hoje, e dificilmente vou um dia crer, que o Grêmio tentou repatriar este jogador. Um bom filho a casa torna. Mas dois filhos ruins não, esses não voltam. O Grêmio virou então piada nacional, pois chegou armar a festa de apresentação, - sem a autorização do presidente - (mas com autorização de quem então? Quem é que manda?) com caixas de som espalhadas pelo gramado do estádio Olímpico e que tiveram que ser retiradas as pressas porque o Grêmio “desistiu” do negócio.

O caso Vinícius Pacheco

No dia da estréia no campeonato gaúcho, o Grêmio anunciou a contratação do jogador Vinícius Pacheco, que estava no Flamengo e não seria aproveitado por Vanderlei Luxemburgo nesta temporada. Porém, três dias após o anúncio, chega do Rio de Janeiro a notícia de que Vinícius Pacheco teria de se reapresentar ao Flamengo, pois ainda tinha vínculo com o clube, não havia assinado a rescisão contratual e já estava por aqui. O Flamengo não havia liberado o jogador, e a direção do Grêmio, no auge da sua incompetência, negociou somente com o empresário do atleta, esquecendo que ele não joga no “Clube de Regatas Empresário” e sim no Clube de Regatas Flamengo.

Sem falar que o nome Vinícius Pacheco, é uma aposta, pode dar certo, mas não é aquele jogador que se espera num clube como o Grêmio. Não chega a ser um jogador ruim, ao menos nas vezes em que eu o vi atuar, mas nada empolgante. Muito parecido com o Hugo, porém mais limitado tecnicamente. Pra quem não lembra, Vinícius Pacheco é aquele jogador que nas quartas de final da última Libertadores da América, invadiu a área do Universidad de Chile e ao invés de finalizar para o gol (com grandes chances de acerto) tentou cavar um pênalti (muito mal por sinal) e o juiz não deu. Isso depois dos 40 minutos do segundo tempo. Se fizesse o gol, o Flamengo passaria para as semifinais. Preferiu tentar cavar o pênalti porque não era ele quem bateria e sim o Adriano, então, caso o juiz marcasse e Adriano perdesse, a culpa seria do Imperador e não dele. O que acabou não acontecendo. Um medroso desses não deveria nem vestir a camisa do Grêmio.



O caso Jonas

Passo a passo


1°: Em dezembro de 2010, Duda Kroeff, então presidente do Grêmio, renovou o contrato do jogador por mais um ano, até o final de 2011.

2°:
Com este primeiro passo, caberia a próxima direção, tentar a renovação novamente no início de 2011 para evitar que o artilheiro do brasileirão e 5º maior artilheiro da história do clube, saísse de graça no meio do ano.

3º: Paulo Odone assume o Grêmio em dezembro de 2010 e põe como meta renovar com o artilheiro tão logo comece 2011, afinal é ano de Libertadores e as pretensões do Grêmio são grandes.

4°: Começam as negociações, o Grêmio faz sua proposta. Tiago Gonçalves, irmão e procurador do jogador analisa a mesma e pede alguns reajustes financeiros que seriam aceitos pelo Grêmio. Seriam.

5°: Em partida contra o São José – POA válida pelo Gauchão 2011, “torcedores” da social do Grêmio vaiam a apresentação do time que não consegue até o momento reverter o placar adverso de 1x0. Em início de temporada, estes torcedores, muitos deles com idade suficiente para terem aprendido sobre futebol, deveriam saber que não se joga tudo que se sabe já no segundo jogo da temporada. Mas não sabiam. E também não conseguiam enxergar, mesmo sentadinhos e comportados que o time estava lutando. Jonas, se indigna, com o placar e com os “torcedores” e vira o jogo em 5 minutos, explode, mostra gana, raiva e cobra os corneteiros que nada conhecem de futebol. Passou um pouco dos limites, mas é inadmissível cobrarem os jogadores no segundo jogo da temporada. Ali começava a ser escrito o próximo passo.


6º: Dia 24/01/2011 os torcedores Gremistas acordam com a notícia de que Jonas foi vendido para o Valência da Espanha por 2 milhões e 500 mil euros. Um valor muito abaixo do que vale hoje o jogador. Mais baixo ainda é o que fica com o Grêmio, que só detém 50% dos direitos do jogador. Outros 30% são do Santos e o restante do próprio Jonas.

Pra Finalizar

Bom, de quem seria a culpa dessa nova decepção para os torcedores Gremistas?
De Jonas, afinal ele declarou que queria ficar para fazer história?
De Duda Kroeff, pela baixa multa estipulada no contrato atual do jogador?

Até o momento o que se sabe é que a baixa multa estipulada no contrato, segundo Duda Kroeff, foi uma exigência do próprio Jonas, que com 26 anos ainda sonhava em jogar na Europa, e essa baixa multa atrairia os clubes do velho continente a apostarem nele, afinal, ele estava em grande fase.

Então a culpa é do Jonas? Sim. Como diz Duda Kroeff, ele não podia colocar uma arma na cabeça do jogador o obrigando a aumentar o valor da multa. Caso exigisse isso, o jogador não renovaria e sairia de graça no meio do ano passado. Portanto a saída de Jonas é de responsabilidade do próprio Jonas. A culpa é dele. 

Ainda mais sabendo da proposta do atual presidente ao jogador assim que soube da possível saída. Eram 6 milhões de reais para ele assinar a renovação, mais salários de, pasmem, R$600.000,00 mensais. Ao negar isso, repito, a culpa é de Jonas. Afinal, quem não gostaria de ganhar R$600.00,00?


Mas me atrevo a dizer aqui mais uma coisa: A culpa é também dos “torcedores” da SOCIAL DO GRÊMIO. É deles, sim! Creio eu que se não fossem aquelas vaias burras, Jonas não estaria nos deixando hoje. Afinal o clima era bom entre Jonas e a torcida até aquele dia. Torcedores como estes não deveriam mais pisar no Olímpico, pois vaiaram o time em sua segunda participação na temporada, às coisas não acontecem do dia pra noite, não era hora da vaia. Elas influenciaram. De certeza. E lá se foi Jonas.

Com todos estes casos, Ronaldinho, Vinícius Pacheco e Jonas, o Grêmio se expôs ao ridículo. Mostrou que seus dirigentes estão despreparados e desconhecendo o mercado. Os atuais e os antigos, afinal, Duda Kroeff não podia obrigar Jonas a aumentar o valor da multa, mas podia sim levar o caso a público, mostrar para o torcedor Gremista que Jonas estava forçando a barra para uma eventual transferência e quem sabe com isso, faria o jogador voltar atrás, era difícil, mas geraria uma revolta na torcida e muito provavelmente um recuo de Jonas quanto à baixa multa. Mas isso é hipótese. Quanto aos atuais, não contratam, quando contratam fazem o mesmo erradamente. Participaram até de leilão por um jogador e parecem não saber que o Grêmio é maior que qualquer ser humano. 

A taça LIBERTADORES DA AMÉRICA bate à porta Gremista, estamos perdendo jogadores importantes, seja por culpa do clube ou não, e não anunciamos nenhum reforço qualificado. Precisamos urgente de um quarto zagueiro, um lateral esquerdo, um meia-armador, um volante e um atacante. Porém o clube parece não ter a mesma ótica do torcedor. Ao menos a minha ótica é muito diferente da deles. Até o momento o que se vê, o que se lê é tudo uma comédia.

A Libertadores da América não perdoa.

5 comentários:

  1. Sobre o seu texto, gostaria de prestar alguns esclarecimentos sobre o assunto do ex-jogador do Grêmio, Jonas, que, ao meu ver, vem repercutido de forma equivocada pela imprensa e pelos gremistas.

    Eu estava na social do Estádio Olímpico, na última sexta-feira, dia 21/01/11, e posso atestar que NENHUM TORCEDOR vaiou o Jonas ou o time, até o primeiro gol marcado pelo atacante, quando o mesmo se dirigiu até a torcida emitindo palavras de baixo calão.

    Até então o que se via e ouvia na social do Olímpico eram murmúrios e broncas a cada erro de qualquer jogador do time, afinal, era o último jogo da equipe titular antes da estréia na Pré-Libertadores e o Grêmio estava perdendo, em casa, para o fraco time do São José. Afinal, esperava-se que a torcida gostasse da péssima atuação do time? Repito o que disse: NINGUÉM VAIOU O JONAS OU O TIME DO GRÊMIO. Até quando o Mailson (mal amado pela torcida) foi substituído houve aplausos ao jogador.

    A torcida somente vaiou o atacante quando o mesmo foi extremamente agressivo, xingando todo mundo, após marcar o primeiro gol. Não vi ninguém comentar, também, que o Jonas chutou uma bola contra a torcida, que poderia acertar alguém e até machucar algum torcedor, dada a força e a raiva contida no chute violento do ex-atacante gremista.

    Após o jogo, escutei os meios de comunicação manifestarem-se contrários à atitude dos torcedores da social do Grêmio. Ora, uma torcida de futebol sempre foi assim: quando o time está perdendo reclama. Reclamação e vaia são coisas diferentes e não se pode admitir que torcedores sócios sejam privados de se manifestar quando contrários à atuação da equipe. Já, vaiar, ninguém aprova, exceto quando ocorre uma agressão como a patrocinada pelo Jonas.

    Por favor, lhe peço para rever a opinião de que a culpa da saída do Jonas foi pela vaia da social do Grêmio, quando essa reação da torcida foi, justamente, o reflexo do mau comportamento do atacante em relação aos torcedores do clube que o projetou.

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  3. Velho, tu diz q tava lá na social sentadinho sem alentar (bem a cara da social), e sem vaiar. Até ai tudo bem, mas porque então o Jonas resolveu pirar com a torcida? Foi de graça?

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  4. A social ALENTANDO O GRÊMIO? NUNCA VI.. aliás a unica coisa que vi foi vaias ao Jonas, vi e OUVI.. eu e a metade do Olimpico! Achei que a "resposta" do Jonas foi bem digna ao que a social merecia! Até porque ninguem se enfurece do NADA..

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  5. P/ Camilo
    Não disse que era única e exclusivamente culpa da SOCIAL DO GRÊMIO, disse que a social tinha parcela. Falei que a culpa era dele por ter exigido a baixa multa. Ou não? Juntamente com a baixa multa, as vaias, pode ter certeza, o incentivaram a deixar o clube. E quanto a você estar na Social e dizer que o time não estava sendo vaiado, não era o que se ouvia pela televisão, nem o que se relata na mídia. Tenho amigos que estavam no estádio e que me garantem que o que se ouviam eram vaias, as mesmas da televisão, cada vez que o time errava.
    Em minha defesa, e em defesa da minha opinião, abaixo segue um trecho do site clicrbs.com.br em que se faz uma análise do jogo:

    Vaias e revolta

    Na sexta-feira, vaiado enquanto o Grêmio perdia para o São José no Estádio Olímpico, Jonas provocou os torcedores nas arquibancadas ao marcar os dois gols da virada. Procurado para entrevista ao fim da partida, o irmão Tiago revoltou-se:

    — Desculpa, nunca me neguei em dar entrevista. Não vou falar nada, só agir — afirmou, de acordo com o repórter da Rádio Gaúcha Luciano Périco e o jornalista Eduardo Garbi, que presenciaram a ameaça do empresário.


    Leu ali em cima? "VAIADO ENQUANTO O GRÊMIO PERDIA PARA O SÃO JOSE...

    Você classificou como "murmúrios" e ainda justificou dizendo que eram por causa da fraca atuação contra o São José e também por ser o último jogo antes da estreia na Libertadores. Pois repito um trecho do meu post: Era de teu conhecimento e de conhecimento dos torcedores que "não estavam satisfeitos" que o último jogo antes da estreia na Libertadores, era apenas o segundo jogo do time na temporada? Não deveriam levar em conta que os mesmos passaram 30 dias de férias e que naquele dia, estávamos apenas no 21° dia do ano? Vocês sabiam disso? Sigo com a opinião de que Jonas saiu porque quis sair, porque forçou a barra na multa rescisória. E mantenho que a social influenciou na decisão dele e de seu empresário e irmão em tirá-lo daqui. Vaias, murmúrios, sussuros...sou contra tudo que é contra o Grêmio. E a social do Grêmio, seja com vaias, "murmúrios" ou sussurros, jogou contra o Grêmio. Muitas vezes. Abraço.

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