O PIOR DE RENATO
Nesta quinta feira presenciamos a pior partida técnica do Grêmio no ano. Mais além, a pior partida de Renato como treinador Tricolor. Um time escalado a princípio da maneira correta com Fernando no lugar de Adilson, machucado, e Carlos Alberto no ataque fazendo companhia ao artilheiro Borges.
O JOGO
O Grêmio começou mal, dando muitos espaços ao adversário, principalmente nas costas de Gilson, de novo mal na partida. É inadmissível que ali, na beira do campo, ao lado daonde se concentram as ações de um lateral, Renato não veja o quanto esse jogador é ruim. Tem inúmeras dificuldades, a maior delas é... jogar futebol. Mas não adianta nós torcedores vermos isso, Renato tem que ver. Mas ele não enxerga. Os volantes não estavam carregando o piano, então Renato sacou Fernando e colocou Viçosa ainda no primeiro tempo, perdíamos marcação e saída de bola, mas ganhávamos no ataque. Coincidência ou não, sofremos um gol após ficarmos com um só volante. Em cruzemento para a área, Elias cabeceou sozinho para abrir o placar. Rafael Marques só observou. Estava dois metros de distância do atacante, impressionante a falha.
No segundo tempo, o Grêmio aproveitou os espaços para encaixar as jogadas e contra-ataques, mas em só uma das oportunidades concluiu com competência, Douglas deu passe na medida para Carlos Alberto, disparado o melhor do time na partida, ele limpou o zagueiro e fuzilou o goleiro peruano. 1x1. Na comemoração Carlos Alberto lembrou o glorioso Kidiaba, em resposta à comemoração de Leandro Damião contra o Caxias simulando os acréscimos dados por Mário Chagas da Silva na final da Taça Piratini. Damião, aliás, acho até que já foi convocado para a seleção, já foi campeão mundial de clubes e se não me engano fez gol em final da champions league. Posso estar enganado, mas acho que fez né? Carlos Alberto tem tudo isso aí no curriculum.
Depois do empate, o Grêmio seguiu ameaçando, com Borges, que perdeu duas chances na cara do gol, ao tentar encobrir e errar o alvo e ao tentar estufar as redes colocou pra fora, quase dentro da pequena área. Não se perde Borges, não se perde. E assim a partida se arrastou até o fim, o Grêmio defendendo bem e chegando ao ataque, mas sem mudar o placar do jogo, com pouquíssimos chutes a gol a partida terminou mesmo empatada.
AS SUBSTITUIÇÕES
Na primeira delas, como já citado, Viçosa entrou no lugar de Fernando, melhorando um pouco as jogadas de ataque pelos flancos, porém perdendo poder de marcação.
Depois, Renato manteve a "mania" de tirar Carlos Alberto, o melhor em campo, para colocar Bruno Collaço. Com isso o Grêmio ficou com 3 laterais esquerdos em campo: Gilson, Lúcio e Collaço. Pergunto: não seria mais fácil tirar Gilson para por Collaço? Assim manteria o esquema que ele tanto gosta com dois laterais jogando aproximados, tanto na defesa quanto no ataque e resolveria um problema a mais, Gilson. Sem condições. E sendo mais repetitivo ainda, é INADMISSÍVEL que ao lado do campo Renato não veja o quanto é ruim este jogador.
Na última tentativa de matar a partida, com Escudero no banco, Renato coloca Diego Clementino no lugar do cansado Borges. Borges não fazia boa partida, mas a questão aqui não é ele e sim Diego Clementino. Uma piada. Uma piada inventada por Renato. E o pior, não tem graça. Só é rápido, porém pra nada usa sua velocidade. Tem um chute ruim e habilidade zero. Se Escudero entrasse, com vontade e isso seria óbvio, afinal precisa mostrar serviço, tenho certeza que contribuiria mais para o time.
Renato errou em duas das três vezes que mexeu no time, é muito para uma Libertadores. Justificou a não entrada de Escudero no lugar de Borges por o argentino não estar 100%. Me poupe Renato, não subestime a inteligência dos torcedores, ninguém precisa estar 100% para jogar dos 30 aos 45 minutos do segundo tempo. Ninguém. Se Gabriel, Douglas e Rochemback já jogaram descontados, o mesmo poderia ser feito com Escudero.
AINDA SOBRE RENATO
Mais uma vez repetitivo, porém sobre outro assunto, faço um pedido ao técnico do Tricolor:
Não subestime a inteligência dos torcedores. Falo isso em relação a entrevista CEDIDA SIM por ele ao jornalista Jorge Kajuru.
Renato, tu nunca deixará de ser ídolo, mas para ser o maior de todos, precisa de muito mais. E respeito é a principal característica exigida por nós. Ninguém é pobre ganhando mais de R$300.000,00 por mês.

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